

O mês de maio ficou marcado por altas nas principais bolsas mundiais. Mesmo após o bom desempenho do mês anterior, a expectativa por uma realização dos mercados não se confirmou. Os investidores seguiram demonstrando forte apetite ao risco, estimulados pelo resultado dos testes de estresse dos bancos americanos e por indicadores macroeconomicos, que apresentaram números melhores do que a expectativa do mercado.
Com esse cenário externo um pouco mais calmo, a bolsa brasileira apresentou significativa valorização em função da expressiva entrada de capital externo, com saldo superior a R$ 6 bilhões, e da melhora dos preços das commodities. Vale destacar o crescimento do fluxo por papeis de segunda e terceira linha que estavam bastante depreciados.
Apesar desse cenário positivo, seguimos acreditando que no curto prazo os mercados possam passar por um movimento de correção, em função das fortes altas recentes. No entanto, a tendência de médio e longo prazos deverá ser definida pelos noticiários macro e microeconômicos, bem como a divulgação dos indicadores econômicos nos proximos meses. Continuamos apostando no bom desempenho de algumas small caps, que ainda seguem defasadas em relação aos seus fundamentos e, principalmente, ao Ibovespa.