

Diante do cenário de recessão e crise nos setores financeiro e automotivo dos países desenvolvidos, os mercados financeiros mundiais foram pressionados, em fevereiro, pelo aumento da aversão ao risco. Os índices acionários reagiram mal à expressiva revisão em baixa do Produto Interno Bruto - PIB dos Estados Unidos no quarto trimestre do ano passado e ao acordo entre o Citigroup e o Tesouro norte-americano para salvar a instituição financeira.
Com as principais bolsas dos EUA apresentando fortes quedas - atingindo mínimas históricas - a Bovespa voltou a cair, influenciada principalmente pelo setor financeiro. Esta queda, porém, foi amenizada pela recuperação das ações ligadas às commodities no final do mês, estimuladas por evidências micro e macroeconômicas de uma possível retomada do crescimento na China.
Com esse panorama, apesar de continuarmos acreditando em uma melhora dos indicadores no segundo semestre, a incerteza dos mercados financeiros deve seguir, com a divulgação de dados de produtividade e com as ações dos governos e bancos centrais dos EUA e da Europa, mantendo a forte volatilidade nos mercados acionários mundiais. Além disso, novos sinais de recuperação da economia chinesa poderão trazer melhora aos mercados, em especial ao brasileiro, que apresenta forte participação nas ações ligadas às commodities.
Júlio Martins, Diretor da Prosper Gestão de Recursos